Foto: Denis Renó

Barrancas del cobre é um cânion maior e mais profundo que o famoso Grand Canyon norte-americano. Com uma extensão total de 59 mil 549 quilômetros de extensão e situado no sudoeste do Estado de Chihuahua, Barrancas del Cobre impressiona pela grandiosidade e beleza. Mas também oferece diversão pra todos os gostos.

A primeira diversão é a viagem até lá. Afinal, para chegar-se a Barrancas é preciso viajar no Trem do Pacífico, conhecido como El Chepe, com duas saídas diárias de Chihuahua. As paisagens proporcionadas durante a viagem são inesquecíveis, e o serviço de bordo do trem é sensacional. Parece que estamos voltando no tempo da conquista do oeste (pelas imagens na janela). Ao mesmo tempo, o conforto interno nos traz aos dias atuais.

barrancas del cobre
Foto: Denis Renó.

O conforto interno do El Chepe é sensacional

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Foto: Denis Renó.

A composição é exclusivamente turística

Ao chegar em Barrancas del Cobre, o trem faz uma parada na estação Posada Barrancas. Nela, os passageiros que quiserem hospedar-se nas diversas pousadas da região podem terminar a viagem aí. O local oferece o privilegio de dormir à beira do cânion. Habitam nas barrancas as tribos dos Tarahumaras e dos Raramúris, uma das mais preservadas do México.

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Foto : Denis Renó.

O trem passa por lugares inesquecíveis

A natureza de Barrancas del Cobre

O local é impressionante. A calma intensa se mistura com a altitude dos desfiladeiros de Barrancas del Cobre. O nome vem da cor das montanhas ao pôr do Sol, que lembra o metal. Ruídos de animais silvestres também acompanham o fim de tarde e a noite, “iluminada” por um belo céu estrelado.

No local, há um mirante que avança pelo cânion, assustador para os que possuem medo de altura. O fundo de vidro nos deixa realmente dentro de Barrancas del Cobre. Com facilidade, podemos ver indígenas Tarahumaras caminhando pela mata, seu habitat milenar.

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Foto: Denis Renó.

No mirante é possível sentir-se dentro de Barrancas del Cobre

Para que o passeio fique realmente divertido, deve-se dedicar alguns momentos de silêncio sobre algumas de suas pedras, observando a imensidão do lugar. Uma oportunidade para meditar e repensar os valores que damos à vida cotidiana. Em Barrancas o tempo para, e podemos olhar ao redor.

Os Tarahumaras

Estar em Barrancas del Cobre significa aproximarmos de uma tribo milenar mexicana, com sua cultura e tradições ainda preservadas. Habitantes das montanhas profundas desse gigante cânion, os Tarahumaras dedicam-se à caça e ao artesanato, vendido localmente.

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Foto: Denis Renó.

As cores dos Tarahumanas alegram o ambiente

Logo na estação, podemos observar as peças de artesanato abundantes em cores e modelos. Também produzem uma bela cerâmica, provocativa para levar para casa. Mas o interessante desse povo é a disposição para aproximar-se dos visitantes. Eles sabem que são importantes naquele contexto, e desfilam aos olhos dos visitantes. Isso é algo incomum em outros povos pré-colombianos, como os Saraguro, no Equador, que fogem das câmeras fotográficas.

O caminho

O percurso de trem demora cerca de seis horas, passando por desfiladeiros maravilhosos, reservas florestais e pequenas cidades. Também passamos por regiões com belas formações montanhosas, inesquecíveis. Finalmente, passamos próximos a lagos, rios, e sobre pontes que nos levam a uma experiência única.

Indico o caminho de volta feito de carro, em um dos super furgões que podem ser contratados no próprio local. O retorno proporciona uma parada à beira do Lago Arareko, encrustado em uma floresta de pinheiros. O lago fica próximo à Creel, região originalmente habitada pelos Raramúris.

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Foto: Denis Renó.

Em forma de ferradura, o lago Arareko transmite uma paz especial

Alguns minutos no local podem proporcionar ao visitante uma viagem a um tempo em que os seres humanos pensavam apenas na sobrevivência, no ser e não no ter. A beleza dos Raramúris salta aos olhos e emociona os visitantes.

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Foto: Denis Renó.

Os Raramúris impressionam por sua beleza

Onde ficar

Minha experiência de hospedagem nessa viagem foi num belo hotel à beira do cânion. O lugar é rústico, mas oferece todo o conforto que um hóspede espera. Situado à beira do cânion, o saguão do hotel possui umas vistas que jamais tive a oportunidade de ver. Mas tenha cuidado ao sair do restaurante rumo às habitações. O cânion está ali, chamando-o para dar um mergulho, se estiver bêbado com as tequilas e os mojitos servidos na recepção.

No jantar, deve-se abusar dos tacos e da cerveja Corona. Os tacos devem ser montados e comidos com as próprias mãos. Do contrário, não são tacos. A cerveja merece uma fatia de limão dentro da garrafa. Tudo regado a muita música rancheira. Afinal, isso significa estar no México.

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Foto: Denis Renó.

O hotel oferece momentos inesquecíveis

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