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Foto: Denis Renó.

Candelária é o bairro central de Bogotá, lugar que reúne diversas construções do tempo em que Colômbia ainda não existia. Antes denominada Santa Fé de Bogotá, a cidade era capital do Vice-Reino de Nova Granada, e recebia diversos representantes da Coroa espanhola.

Próxima ao Palácio Nariño (onde fica o presidente da Colômbia), Candelária é uma miscigenação de culturas e “estratos” sociais da capital colombiana. No lugar, podemos encontrar uma cultura suburbana, voltado às artes e à música. Da mesma forma, tropeçamos com manifestações culturais enraizadas nos colombianos de maneira secular.

Esse post apresenta uma Candelária que mistura charme e aflições sociais. Um bairro situado no centro da cidade. Um lugar que oferece o luxo do Centro Cultural Gabriel García Márquez, e o lixo da região do antigo El Bronx. No texto, preciosidades e cuidados a serem tomados são compartilhados. Espero que você tenha uma boa experiência ao visitar a bela região.

Candelária colonial

As ruas do bairro da Candelária são repletas de construções coloniais, com sacadas para fora, sobre as calçadas. Essas casas compõem um cenário de ruas estreitas e calçadas igualmente sem espaços para os pedestres. São construções que, mesmo modernizadas ou cobertas de artes contemporâneas (como o grafitti), nos levam a um passado de domínio espanhol.

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Foto: Denis Renó.

As construções da Candelária são, em sua maioria, datadas do período colonial.

Essa história é datada da fundação da cidade. Ali fundou-se a cidade, em 06 de agosto de 1538, pelo explorador espanhol Gonzalo Jiménez Quesada. Ao lado do Monserrate, a cidade acabou crescendo ao norte e ao ocidente. Nessa região, encontramos as mais belas e antigas construções da capital colombiana, além do Claustro da Universidade do Rosário, a mais antiga em funcionamento ininterrupto do país. A instituição, originalmente batizada como Colegio Mayor Nuestra Señora del Rosario, é datada de 1653. No local, também está a igreja da universidade – La Bordadita – tombada como patrimônio histórico nacional.

Candelária, da religiosidade

A região central é marcada por diversas manifestações religiosas. A principal delas é a Catedral Principal de Bogotá. Construída em 1823, a construção marca a Praça Simón Bolívar, onde ficam os principais poderes da cidade. Nessa praça, junto à Catedral, está o Congresso Nacional, o Palácio da Justiça e a Prefeitura de Bogotá.

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Foto: Denis Renó.

A Catedral Principal de Bogotá foi construída em arquitetura neoclássica.

Mas a praça tem mais do que os edifícios. A importância do local para os bogotanos é muito grande, culturalmente e historicamente. Culturalmente, porque aos fins de semana muitas pessoas se reúnem para se alimentar e dar comida aos pombos. Historicamente pelos diversos protestos ocorridos no local. Um belo passeio.

Um bairro entre o passado e o futuro

A Candelária é um lugar onde podemos encontrar os sabores de Bogotá, como La Puerta Falsa. Também podemos encontrar o Museo del Oro, o Museu das Armas e o Museu Botero. Finalmente, encontramos a Plazoleta del Rosario, em frente à Universidade do Rosário e ao tradicional Café Pasaje.

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Foto: Denis Renó.

A Plazoleta está rodeada de construções históricas.

Mas para andar nessa região – em toda a Candelária – é bom estar atento. Marginaizinhos que adoram câmeras fotográficas e telefones celulares podem fazer a festa com a sua ingenuidade. Lembre-se que você está na América Latina, onde a desigualdade social supera as tentativas de construir sistemas de segurança. Como dizem os bogotanos, “no se puede dar papaya”, ou seja, não seja um mamão. Fora isso, ande tranquilo, aproveite tudo e leve sempre um guarda-chuva. O centro de Bogotá tem chuvas frequentes, e inesperadas.

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