comer bien

Comer é uma tarefa inevitável em uma viagem, ainda mais quando se conhece novos lugares. Porém, isso gera gastos que podem extrapolar o orçamento. Mas também não devemos passar fome. Por isso, publicamos hoje seis dicas para comer bem e barato em viagens.

Uma dica é levar na mala uma mochila pequena vazia. Ela pode ser usada diariamente para levar comidas e garrafas de água para as caminhadas. Mas já vou avisando: para isso, é preciso quebrar paradigmas comuns entre os brasileiros. Afinal, vamos viajar outros lugares, e podemos entrar no ritmo do lugar de destino.

Comer sanduíches de pães e frios

Claro, é possível comprar os sanduíches prontos. Em Madri, por exemplo, vende-se baguetes prontas com jamón serrano em diversas lojas do centro. Também podemos comprar sanduichinhos na rede 100 Montaditos por um bom preço e qualidade. Mas o ideal mesmo é preparar em casa.

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Foto: Denis Renó.

Sanduíches de frios são fáceis de preparar e salgam o corpo.

Nos supermercados, encontramos frios já cortados (tajados, em espanhol), mas esses custam mais caro. Melhor é esperar em uma fila e pedir para cortar na hora. Prepare-se para esperar a fila na Itália, pois sempre tem aquele cliente que pede uma diversidade imensa de frios, o que aumenta a espera.

Comer frutas

Independente da estação do ano, comer frutas é sempre recomendável para quem está viajando. Afinal, é um alimento leve, saudável e que ajuda a limpar o organismo, especialmente depois das comidas gordurosas que aparecem no caminho. Para isso, o ideal é comprar frutas em supermercado, preferencialmente as que podem ser lavadas e guardadas separadamente (como morango, uva, cereja, etc).

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Foto: Denis Renó.

Morangos na Europa são baratos e refrescantes para depois dos sanduíches.

Para proteger de câimbras, também é bom comprar umas bananas, apesar de custarem caro nos países europeus. Além do mais, a banana é fácil de guardar, já que vem embalada naturalmente. Uma coisa é certa: isso resolve bem nos momentos de sede e fome, além de serem leves e baratas quando compradas nos lugares certos (evite comprar frutas nos mercadinhos de chineses, na Espanha, ou de indianos, na Itália, pois custam mais caro).

Fazer piquenique

Nada melhor que sentar em um parque ou uma praça europeia e, com a maior tranquilidade, armar um piquenique. E mais: isso regado a um bom vinho comprado no supermercado a 5€ ou cervejas importadas da Comunidade Europeia (como a belga Chimay) por 1€.

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Foto: Melissa Renó.

Piquenique com os pés no chão é bem relaxante, principalmente no verão.

O piquenique é permitido em qualquer lugar, como na praça central de Toledo. Entretanto, é preciso ser cidadão, juntando o lixo e jogando fora (preferencialmente, de maneira separada), pois ninguém tem a obrigação de limpar a sua sujeira.

Comer castanhas e frutas secas

As castanhas e as frutas secas são vendidas em abundância na Europa, especialmente às vésperas das festas natalinas. Podem ser comprados nas praças da cidade, mas também nos supermercados, nestes a um preço melhor. Leve frutas na mochila e garanta o estômago naquele momento intermediário.

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Foto: Denis Renó.

Frutas secas podem ser vendidas nas ruas, nas vésperas do Natal.

Comer menus no almoço (tardio)

Somos brasileiros, e por aqui almoçamos ao meio dia. Mas nos países europeus o costume é outro. Na Espanha, por exemplo, costumam servir o almoço depois das 14 horas. Com isso, e um lanchinho no meio da tarde, você aguenta deixar para jantar no hostel ou na casa que você alugou (os imóveis com cozinha do Booking são sensacionais, perfeitos para um macarrãozinho ou uma pizza pronta no fim da noite).

Comer e beber em bares

Diversos bares espanhóis oferecem tapas aos que consomem bebidas nas barras (balcões). Isso não mata a fome, mas sustenta o suficiente. Na Itália, o mesmo costume, mas é self service e você pode servir uma vez a cada bebida consumida. Você vai beber e, de quebra, faz uns pratinhos com as comidas disponíveis. O preço da bebida varia de bar a bar, e de país a país. Porém, os valores não são impraticáveis. Mas cuidado com a escolha do bar. Quanto mais cheio de gente e de barulho, melhor a comida e o atendimento, especialmente na Espanha.

Com essas dicas, é possível gastar menos com comida e escolher os melhores lugares para comer, assim como os horários e os sabores. Coma tranquilo e não se esqueça: “farofeiro” é um preconceito de brasileiro. Nem nos vizinhos latino-americanos existe essa “vergonha”.

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