Manhattan

Numa das cenas do documentário Buena Vista Social Club, de Wim Wenders, um dos entrevistados sai do metrô, na Broadway e diz: “agora entendo porque não podemos sair de Cuba. Se conhecemos essa cidade, o regime [comunista] acaba”. Sim, Manhattan é grandiosa até para isso. É a cidade dos sonhos de muita gente, especialmente para os que gostam de John Lennon, de Frank Sinatra, Ramones, de diversos filmes, dos seriados Sex and the City, Law & Order, entre outros, ou mesmo de produtos da Apple. A ilha de Manhattan serve de base para diversas manifestações artísticas. Na verdade, a Big Apple respira cultura. Mas também é uma cidade marcada pelo atentado de 11 de Setembro, que derrubou aquele que já foi a mais alta construção do mundo – o World Trade Center.

Manhattan
Foto: Denis Renó.

Uma das marcas de Manhattan é a Times Square.

Bom, visitar a cidade sempre foi algo sonhado por mim. Estou longe de ser americanista, e por isso você deve ter lido poucos posts sobre os Estados Unidos nesse blog. Entretanto, Manhattan representa parte de minha formação. Meu pai sempre foi fã do John Lennon, que morou e morreu em Manhattan, em frente ao Edifício Dakota, à beira do Central Park. Isso criou em mim uma expectativa de, ao visitar a cidade, sentir um pouco da vibração que um dia fez com que Lennon produzisse tanta coisa legal, como Imagine, (Just like) Starting over e Bautiful Boy, entre outras canções. Era um lugar guardado para ser visitado um dia, e foi.

 

Manhattan, uma ilha cinematográfica

A ilha de Manhattan está situada parte na ilha de Manhattan, parte à sua direita. Ao oeste, atravessando o rio Hudson, chegamos a Newark, no Estado de Nova Jersey. No cenário, muitos edifícios altos, pontes monumentais e uma mistura de silêncio de seus caminhos fluviais com o barulho de uma das maiores cidades do mundo fazem da vista algo inesquecível. Porém, pode-se conhecer toda a cidade sem vê-la. Basta entrar por uma das inúmeras estações de metrô da cidade e descobrir quando e onde será a saída.

No verão, Manhattan fica colorida, cálida. As pessoas andam pelas ruas com roupas curtas, até mesmo com a parte de cima de biquíni. Os parques são repletos de pessoas, que vêem o tempo passar sentados em seus gramados. Caminhadas à beira do Hudson podem ser bem vindas, pois o vento naquela região é mais forte e agradável. Entretanto, esperar em longas filas para visitar o Marco Zero, onde ficavam as torres gêmeas e foi reconstruído o novo World Trade Center, pode ser algo desconfortável em alguns horários do dia. E não se esqueça de que até 21h ainda tem vestígios da luz do sol.

Central Park

Um passeio interessante em Manhattan nessa época do ano é caminhar no Central Park. Bom, caminhar no Central Park é um bom passeio o ano todo, mas no verão fica ainda melhor. Há festivais diversos nos gramados do local, desde festas gastronômicas a atividades esportivas e de lazer. Aluguel de bicicleta é comum por ali no verão, e podemos encontrar locais de aluguel por todo o lado. Também pode-se, o ano todo, passear de carruagem pelas ruas do parque, ainda que os valores sejam assustadores.

No inverno, algo muda no cenário. A pouca luz, especialmente no final da tarde e logo cedinho, diminui a beleza do lugar. No inverno, o dia termina às 16h30, alterando totalmente a paisagem. Entretanto, as redondezas do Central Park, especialmente o quarteirão que termina no Cubo (a loja da Apple), ficam repletas de pessoas caminhando, além da interessante feirinha próxima ao Columbus Circle, que funciona o ano todo. Lá, podemos comprar produtos artesanais e artísticos, além de comidas tradicionais da época. Chocolate quente, por exemplo, só encontramos no inverno.

Manhattan
Foto: Denis Renó.

As cores do Central Park no inverno são diferenciadas.

 

Cultura e muita luz

Independente da época do ano, passear em Manhatan significa respirar cultura. Há uma centena de museus na cidade. O MoMA é fundamental para quem gosta de arte, e ainda pode participar de algumas atividades de formação artística, inclusive com opções online. Para quem gosta de história, o Museu Americano de História Natural é um passeio sensacional. É só procurar no site do New York City Pass e conhecer o que fazer. O site vende ingressos antecipados, além do pacote completo, que permite uma economia bastante interessante.

Mas caminhar por Manhattan sem visitar o Empire State Building é o mesmo que ir a Madri e não comer tapas. Por isso, apesar da fila (que é grande, mas rápida), é fundamental subir em um dos elevadores do edifício que tem 102 andares e foi construído em 1931, tornando-se o mais alto do mundo até 1970, com a conclusão do World Trade Center. A obra foi considerada uma das sete maravilhas do mundo. Para subir tanta ferragem e concreto, foi necessário contar com mais de 3.400 trabalhadores, a maioria de origem europeia. No topo, um mirante rodeado de bandeiras dos Estados Unidos e uma antena que, nas telas do cinema, foi escalado pelo gigante gorila King Kong.

Manhattan
Foto: Denis Renó.

O Empire State Building é parte do cenário novaiorquino.

 

Compras em Nova Iorque

Finalmente, visitar Manhattan pode significar compras. Na cidade, encontramos diversas lojas com preços sempre mais baixos que os do Brasil, exceto as três lojas das Havaianas encontradas em Manhattan. Uma das estrelas para os brasileiros é a Apple, localizada na 5th avenida com a 59th Street.  Na loja, subterrânea e com entrada através de um enorme cubo de vidro, você encontra diversos vendedores brasileiros e/ou que falam português. Na última vez em que estive no Cubo fui atendido por uma cubana que insistia em falar português comigo o tempo todo.

Para quem busca brinquedos, temos duas opções interessantes. A primeira opção interessante é a Lego Store do Rockefeller Center. Para roupas, a Macys, e a mais legal é a da Herald Square, onde é possível (quando tem lugar) sentar em uma das mesinhas e conectar ao wifi, livre e grátis em diversos pontos da cidade. Finalmente, quem busca eletrônicos e equipamentos de fotografia, recomendo a Adorama. É melhor e mais barata que a B&H Photo, mas não tem funcionário que fala português, como a concorrente.

Manhattan
Foto: Denis Renó.

A vitrine natalina da Macy’s é a mais famosa do mundo.

 

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