Quito

Quito é a segunda capital mais alta do mundo, com 2.850 metros acima do nível do mar. Mais alta que Bogotá, Quito perde apenas para a também latino-americana La Paz, na Bolívia. Na cidade, o ar rarefeito sufoca os turistas, especialmente nos momentos de esforço físico. Mas o esforço vale a pena, especialmente imaginar que em apenas dois passos pode mudar de hemisfério.

Fundada em 6 de dezembro de 1534, Quito possui uma temperatura constante, em torno de 21 graus. Curiosamente, apesar de ser capital, Quito é a segunda maior cidade do país, perdendo para a litorânea Guayaquil. Seu nome significa pomba, em Quéchua, o idioma dos Incas. Entretanto, alguns pesquisadores explicam o nome da cidade à semelhante “Quitus”, que significa “descendentes dos Quitumbes”, povo que viveu naquele local desde o século XVI a.C.

Quito
Foto: Denis Renó

A cidade é simpática e lembra o contraste de vários centros urbanos latino-americanos, como Lima.

Essa publicação oferece informações sobre a bela capital equatoriana, que merece tempo para ser visitada. Também informa como chegar, algo não tão fácil. Finalmente, aconselha o leitor sobre como gastar o dinheiro naquela cidade.

Quito pré-colombiana

Antes da chegada dos espanhóis, a região era habitada pelos Incas, que derrotaram os Quitumbes por volta do ano 1200 d.C. Entretanto, os Incas não eram destruidores de grupos étnicos, mas integradores, salvo quando havia resistência. Por isso, encontram-se traços expressivos da cultura Quitumbe até os dias de hoje pela cidade, seja na vestimenta, seja na alimentação ou mesmo nos traços físicos das pessoas.

Quito
Foto: Denis Renó

Descendentes dos Incas ainda mantém a cultura viva pela ruas de Quito.

Terra de vulcões, os Quitumbes eram habituados a viver entre o frio dos Andes e o calor de seus cuspidores de fogo. Vários vulcões, ainda ativos, circundam a capital do Equador. A presença de vulcões mantém uma diversidade de vegetações na região, seca pela altitude, mas verde e fértil na região vulcânica.

Quito
Foto: Denis Renó

Os vulcões circundam a capital equatoriana.

Quito da mestiçagem

Os equatorianos se consideram, em sua maioria, mestiços. Essa formação étnica, se podemos definir assim, começou com a chegada dos espanhóis, auxiliados pela Igreja Católica. A cidade possui diversas igrejas, cada uma com sua beleza, e que serviram na catequização dos indígenas que lá habitavam. Curiosamente, no interior de várias delas, encontramos símbolos da cultura Inca juntamente com representações do catolicismo.

Porém, a mestiçagem traz em si um orgulho intrínseco do passado pré-colombiano. Nas pinturas, na arte, na arquitetura ou mesmo na gastronomia, a recente cultura Inca está presente. Talvez seja essa a âncora de sobrevivência desse povo, com tantas intempéries naturais e humanas. Não podemos esquecer que a capital equatoriana é um lugar de constantes e violentos terremotos, além do fogo do interior da Terra.

Quito
Foto: Denis Renó

A arte urbana consolida um equatoriano mestiço.

Essa mestiçagem também está presente na arquitetura de Quito. Entre construções tipicamente hispânicas, encontramos casas e adereços que nos remetem facilmente ao topo dos Andes. Com problemas de urbanização e distribuição de renda, Quito possui uma diversidade arquitetônica, mas seu centro histórico é representativo.

Uma Quito de modernidade

Quando pensamos em uma cidade latino-americana, logo pensamos em atraso, desigualdade, abandono. Sim, Quito tem seus problemas, e isso é visível em suas ruas e bairros. Porém, a capital equatoriana também representa modernidade e beleza. Há bairros com prédios altos, bem construídos (resistentes a terremotos) e com uma urbanização cuidadosamente planejada e mantida. Hotéis de alto nível também oferecem ao turista uma diversificada e confortável estadia.

Quito
Foto: Denis Renó

A moderna urbanização causa espanto em vários bairros de Quito

Para hospedar-se na cidade, uma opção interessante é a Hostería San José de Puembo, que fica fora da cidade, mas próximo ao aeroporto. Como os voos possuem horários nem sempre confortáveis ao viajante, o hotel oferece descanso para quem vai sair muito cedo ou mesmo durante a madrugada.

Quito
Foto: Denis Renó.

A Hostería San José de Puembo possui muito verde e serviço de alta qualidade.

Falando em saída de voo, o Aeroporto Mariscal Sucre é bem construído, moderno e com opções gastronômicas de qualidade para o viajante. Entretanto, possui um inconveniente: só é permitida a passagem pela imigração e entrada nas salas de embarque apenas dentro das três horas do embarque. Portanto, nada de pensar que poderá entrar mais cedo e descansar nas confortáveis e seguras salas de espera.

Finalmente, a moeda

Não se espante. Como não possui moeda própria, o Equador adota o dólar como dinheiro circulante. Apenas moedas são produzidas no país, que também aceita as moedas norte-americanas. Então, quando for comprar algo, não pense que está em Nova Iorque apenas porque o dinheiro que sai de sua carteira é o dólar. E não tenha a mesma tranquilidade das ruas nova-iorquinas. Como dizem os colombianos, “no se puede dar papaya”, ou não podemos bobear.

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