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Toledo é uma cidadezinha especial. Localizada há pouco mais de meia hora de trem saindo desde a estação Atocha, em Madri, a pequena Toledo nos leva a uma era de conflitos entre Mouros e Cristãos, com ruínas e muralhas que revivem essa época. Por essa razão, a arquitetura da cidade representa os diversos ciclos, com arcos e janelas dos árabes e catedrais e construções dos cristãos. Anterior a Jesus Cristo, a cidade de Toledo passou pelas mãos dos árabes entre os anos 715 e 1085, quando foi recuperada por Alfonso VI de Castela.

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Foto: Denis Renó

Toledo é marcada pelas torres e muralhas medievais.

A cidade de Toledo, que outrora foi a capital da Espanha, é historicamente conhecida por ser a capital das armas. A fundição em aço, datada desde 500 a.C., até hoje é o símbolo do lugar, que agora coloca suas armaduras, espadas e acessórios (alguns em filetes de ouro) à venda para o turista que chega para visita-la. Essa publicação dá dicas sobre a cidade, que pode ser visitada em um único dia, ainda que o ideal é passar vários dias do lado de dentro de seus muros.

Toledo e as armas espanholas

Do lado de fora de Toledo, está o Palácio das Armas. Trata-se de um pequeno castelo de pedra onde ficavam os soldados e as armas da cidade. Entre o Palácio das Armas e os muros de Toledo, uma ponte de pedra sobre um estreito riozinho – o Tejo, que depois vira um “mar” ao chegar em Lisboa.

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Foto: Denis Renó.

O Palácio das Armas fica do outro lado do Tejo.

Entretanto, o momento em que o visitante se sente em Toledo é na travessia da ponte. Medieval, a ponte é toda de pedra e oferece os arcos comuns nas construções da época. Dali em diante, o turista regressa ao menos 1000 anos na história, pois tudo o que vê tem uma relação com o período.

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Foto: Denis Renó.

A ponte de pedra é marcante para o visitantes.

A arquitetura da cidade

A arquitetura de Toledo também é medieval, com ruas estreitas e não planejadas. Com frequência, o visitante se perde na cidade por achar que a mesma é “quadriculada”. E quando isso acontece, a lamentação é dupla, pois além do tempo perdido tem o cansaço: Toledo é cheia de subidas e descidas.

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Foto: Denis Renó.

A praça central é um lugar de acolhimento e encontros.

Uma façanha em Toledo é dirigir. Com rua estreitas e desiguais, é frequente a competição entre pedestres e motoristas. Obviamente, os pedestres têm sempre a preferência. Além disso, estacionar é algo restrito a pouquíssimos lugares. Portanto, se você puder, visite Toledo de trem.

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Foto: Denis Renó.

As ruas são quase todas limitadas a apenas um carro.

Como chegar a Toledo

O trem é, sem dúvida, a melhor opção. Com saídas de hora em hora da Estação Atocha, um confortável e rápido trem leva o visitante até quinhentos metros da famosa ponte e pedra. Pode-se ir caminhando tranquilamente e atravessar a ponte. Aos menos dispostos, um taxi por cinco euros pode leva-lo à praça central.

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Foto: Denis Renó.

A torre da estação avisa a hora ao visitante.

Além disso, o caminho é um passeio interessante e a estação de Toledo é um passeio a parte, com uma arquitetura especial que mistura as duas culturas que formaram  a cidade em sua história. Vitrais e lustres marcam o interior da estação.

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Foto: Denis Renó.

O interior da estação de Toledo remonta épocas diversas.

Os mistérios de Toledo

Ao passear pela cidade, podemos encontrar várias atrações que nos saltam aos olhos. A Catedral, por exemplo, é maravilhosa, ainda que os 12 Euros cobrados para visitar sejam questionáveis. Mas encontramos pequenas atrações perdidas pela cidade, a cada viela, a cada esquina, com sua magia particular. Uma dessas atrações é o Museu da Espanha Mágica, que está escondido dentro de uma casa que por fora é uma construção comum.

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Foto: Denis Renó.

O Museu da Espanha Mágica é pequeno, mas rico em história arqueológica.

O museu foi construído a partir das escavações feitas para uma reforma no passado. Lá, foram encontradas construções que remontam uma era pré-cristã, com arquiteturas e pinturas na parede desta época. O local estava soterrado pelo tempo e pelas conquistas e reconquistas entre mouros e cristãos, e agora está aberto aos visitantes.

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Foto: Denis Renó.

Um reservatório de água é uma das marcas do museu.

Outra surpresa que o visitante encontra na cidade é o artesanato em filetes de ouro. Escondido a uma certa distância da praça central, há um centro de produção e venda de artesanatos feitos com filetes de ouro, comuns na cidade. Segundo os artesãos, é o único lugar em que se pode encontrar o artesanato produzido com as técnicas medievais. Os demais produtos vendidos na cidade são prensados, e não talhados. Verdade ou não, a forma de se trabalhar impressiona, assim como a beleza do produto.

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Foto: Denis Renó.

O artesanato é uma verdadeira arte.

Visitar Toledo é um passeio que merece ser repetido. A época do ano transforma a cidade (inverno ou verão). Os horários de visita proporcionam luzes diferentes. Os diferentes restaurantes familiares oferecem sabores diversos. Acima de tudo, o retorno ao passado de Don Quixote envolve qualquer um que chega por lá.

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